Quando a sensibílidade pousa sobre seu coração
Não há nada que amenize a dor da solidão,
Nada que te faça pedir perdão
Nada que busque uma razão concreta de não se arrepender.
Só o pecado da morte pode te deter,
Com o ódio caminhando vagamente pelo seu ser
Sem ao menos saber, que tudo se perdeu
Por um lado seu, que se derreteu de compaixão.
A eterna canção, que se timbra aos solos seus
Que se arranha e contrai no mais íntimo da sua amargura,
Que te pesa o amor de Deus,
Que a fé te jura um outro lugar.
Que te faz caminhar a esperança de encontrar a paz,
Dona de todos os sorrisos e de toda a brisa mansa,
Que balança a alma dos oprimidos,
Revestidos de ganância.
Que o manto do encanto se faça presente
Conciêntemente nas vidas lançadas,
Abandonadas no mar da condenação,
Que abra espaço para o céu estrelado,
Banhado de constelação.
Que os olhos enganados enxerguem a beleza dos sabiás
A cantar, a implorar por um pouquinho de atenção,
Que saibam valorizar a beleza que feliz faz uma nação,
E que nunca tranquem as cenzalas do coração.
Que se faça simples a partilha do pão,
Que seja sincero o aperto de mão,
Que nada seja contradição,
Que regresse em nós a ação desejada,
Regada de boa intenção.

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