Me faça um chá quente, se embrulhe de presente
Hoje eu mando em você.
Não mandei me aborrecer,
Já que pagou pra ver, aguente
Se sente e me espere descer,
Vou fazer você se arrepender
Por cada riso sarcástico que a mim entoou.
Amargou minha doçura, mas não pense que deixou fratura,
Vestigios de dor.
Se cubra com lona, deite no sofá
Sem reclamar, sem boquejar
Hoje eu sou sua dona,
Não pense em sanar minha astúcia.
Mas de mancinho te vou espiar
Atrás da porta, da cortina, em qualquer canto a chorar
Por ser fraca e não aguentar
O amar sem desejar, que me dói a cada espada cravada,
A cada vingança intencionada, a te machucar.
E se eu disse que te esqueci, concerteza menti
Sofri, porque perdi
A guerra contra a vontade e a razão,
Descobri que faltava o perdão
Mas que devia manter os pés no chão.

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