Quem sou eu

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Sou amante das palavras, das combinações feitas e regadas de essências sinceras.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O inconsciênte me apavora
com tanta estupidez,
sem controlar a escassez,
que navega em alto mar.

E não há nada que me faça parar,
não ouso recuar nesta ilha de emoções
que como jordões não cessam de jorrar.

Pois sobre o sol quente,
o inesistente se põe a brotar,
e onde o fruto não semeia
com esperança se contrói um lar.

A vida sem o risco
não de vida se pode chamar,
sem o amor não se pode boquejar,
abraçar, beijar, esperar,
nada que rime com começar,
nada que termine sem explicar.

Nem tudo que se ganha um dia se vai,
por você não desisto, nosso amor não caí,
não arde na distância dos braços,
não recua á atração dos nossos laços,
da nossa união,
que em um irmão você me transformou.

E que seja felicidade a todo instante
seja amigo, seja amante,
seja o que for,
mas que não se cale diante da dor.
Não me canso de falar
como me satifaz te amar,
como me fascina o olhar
fixo que você tem.

E de como me faz refém
dessa sua pouca fé,
que mesmo sendo tão louca me sustém de pé,
que feito um trêm
ascelera minha corrênte sanguínea.

E que delícia é te chamar de meu,
mesmo sabendo que te deixaria só
se preciso fosse.
Como sacrifício eu o faria,
pois me vassalo a você.

Assassinaria,
me condenaria,
tudo para poder te ter,
tudo para não te perder.
Essa fraquesa persistente,
insolenimente sem pudor,
que me traga todo vestígio de amor,
que só me oferece rancor.

Esse medo mais parece uma guerra
contra a idéia e a razão,
que cala a voz do coração,
que como um vulcão em erupção
me corrói a força interior.

Mas a verdade que você a mim dispensou
foi quem me salvou,
quem me libertou dessa amargura.
Que me tortura quando não estou
ao lado daquele que lavou minha doçura,
que despojou calma,
que injetou amor.
O prazer que desfruto ao estudar Camões, desperta levianísmo perante Pitágoras.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando a sensibílidade pousa sobre seu coração
Não há nada que amenize a dor da solidão,
Nada que te faça pedir perdão
Nada que busque uma razão concreta de não se arrepender.

Só o pecado da morte pode te deter,
Com o ódio caminhando vagamente pelo seu ser
Sem ao menos saber, que tudo se perdeu
Por um lado seu, que se derreteu de compaixão.

A eterna canção, que se timbra aos solos seus
Que se arranha e contrai no mais íntimo da sua amargura,
Que te pesa o amor de Deus,
Que a fé te jura um outro lugar.

Que te faz caminhar a esperança de encontrar a paz,
Dona de todos os sorrisos e de toda a brisa mansa,
Que balança a alma dos oprimidos,
Revestidos de ganância.

Que o manto do encanto se faça presente
Conciêntemente nas vidas lançadas,
Abandonadas no mar da condenação,
Que abra espaço para o céu estrelado,
Banhado de constelação.

Que os olhos enganados enxerguem a beleza dos sabiás
A cantar, a implorar por um pouquinho de atenção,
Que saibam valorizar a beleza que feliz faz uma nação,
E que nunca tranquem as cenzalas do coração.

Que se faça simples a partilha do pão,
Que seja sincero o aperto de mão,
Que nada seja contradição,
Que regresse em nós a ação desejada,
Regada de boa intenção.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Me faça um chá quente, se embrulhe de presente
Hoje eu mando em você.
Não mandei me aborrecer,
Já que pagou pra ver, aguente
Se sente e me espere descer,
Vou fazer você se arrepender
Por cada riso sarcástico que a mim entoou.
Amargou minha doçura, mas não pense que deixou fratura,
Vestigios de dor.
Se cubra com lona, deite no sofá
Sem reclamar, sem boquejar
Hoje eu sou sua dona,
Não pense em sanar minha astúcia.
Mas de mancinho te vou espiar
Atrás da porta, da cortina, em qualquer canto a chorar
Por ser fraca e não aguentar
O amar sem desejar, que me dói a cada espada cravada,
A cada vingança intencionada, a te machucar.
E se eu disse que te esqueci, concerteza menti
Sofri, porque perdi
A guerra contra a vontade e a razão,
Descobri que faltava o perdão
Mas que devia manter os pés no chão.

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Que chova veneno do céu,
Que seja doce como o mel,
Que as lágrimas salgadas sejam a maré do meu mar,
Que o seu abraço quente me faz viajar,
Na saudade de um outro dia,
Na próxima noite sombria.
Que me ilumina a luz do luar,
Que as nuvéns negras me empalidece as maçãs do rosto,
Num poço de mágia.
E que nada nessa noite seja brando,
Mas que haja encanto,
Por brisas e pardais,
Por estrelas e castissais,
Que haja vida entre nossos lábios.
Que as águas mornas banhem minha alma sensível
Que tão incabível se torna a mesma em mim.
Que o vento ladrão congelante
Seja amante dos corações perturbados,
Amarrados em uma só comunhão
Viciados e mergulhados em uma mísera paixão.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Não gaste saliva exigindo justiça, para aquele ser infiel que te corrompeu. Pois você mesmo se perdeu, entregou todo o seu patrimônio nas mãos de um malfeitor. Que sem pudor, usufruiu toda sua verba ao favor dele mesmo. Não exija cadeias para os marginais que atacam todos os dias nas ruas, pois eles são o resultado que você causou, que você mesmo assinou. Não peça para que prendam os ladrões, seria inútil, pois você colocou eles no poder. Vocês trairam a si mesmos, não sabem que são um exercíto de robôs, satisfeitos, acomodados na escravidão. Enquanto os homens engravatados compram carros importados e mansão, você fica sentado na frente da televisão, sem compreensão, sem entender, sem ao menos saber, que autor da desgraça social foi VOCÊ.